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Após grandes incêndios, gigantes ocidentais têxteis apoiam acordos para segurança do trabalho em Bangladesh

Data: 14/05/2013

AL MENOS 28 MUERTOS EN EL DERRUMBE DE UN EDIFICIO EN BANGLADESHAs gigantes da indústria têxtil, a espanhola Inditex, a sueca H&M e a italiana Benetton se comprometeram a assinar um plano de melhoria das condições de segurança do trabalho nas fábricas em Bangladesh, após o desabamento de um edifício de ateliês de confecção que deixou mais de mil trabalhadores mortos.

Em suas respectivas notas, a Inditex (Zara) e a H&M (Hennes e Mauritz) anunciaram na noite de segunda-feira (13) seu apoio a um plano de segurança nos locais de trabalho lançado pelos sindicatos internacionais IndustriALL e UNI Global Union, que, em conjunto, representam milhões de trabalhadores do setor têxtil.

Nesta terça-feira (14) a gigante italiana do setor Benetton se juntou a elas. “Acabamos de tomar a decisão de assinar o acordo sobre segurança em matéria de incêndio e construções em Bangladesh proposto por IndustriALL e UNI”, declarou um porta-voz do grupo.

Pouco depois o grupo espanhol Mango aderiu à iniciativa. O francês Carrefour também indicou sua intenção de assinar o acordo, mas informou que não tinha relação comercial com as empresas locais no edifício que desabou em Bangladesh.

O IndustriALL, que indica possuir 50 milhões de trabalhadores em 140 países, e o UNI Global União (20 milhões) estão na origem deste acordo em 2012.

A Inditex, a empresa espanhola proprietária da marca Zara, entre outras, informou que o acordo “busca melhorar as condições de saúde e de segurança na indústria têxtil de Bangladesh, por meio do compromisso dos diferentes atores que intervêm no setor têxtil do país asiático”.

Segundo a nota da empresa, a Inditex já comunicou ao secretário-geral do IndustriALL, Jyrki Raina, “seu compromisso total com o acordo” sobre segurança e contra incêndios.

Um porta-voz da Inditex disse que o acordo poderá ser assinado formalmente mais à frente, em uma data a ser determinada pelo IndustriALL.

O IndustriALL divulgará nos próximos dias os detalhes do acordo, afirmou a nota da gigante espanhola na segunda-feira.

Já a H&M, gigante sueca do setor têxtil, afirmou que o plano de cinco anos inclui a nomeação de um inspetor independente para que “elabore e implemente um programa de inspeção da segurança contra incêndios, que seja crível e efetivo”.

A organização Clean Clothes Campaign, que luta contra os abusos nessa indústria, ressaltou que o compromisso das gigantes do setor têxtil com a segurança nas fábricas era uma “notícia monumental”, e que isso poderia estimular outras empresas do setor a fazer o mesmo.

Esses anúncios foram feitos pouco menos de três semanas depois do desabamento de um edifício de nove andares que abrigava confecções na periferia de Dacca, capital de Bangladesh. O último saldo indica que 1.126 trabalhadores morreram.

Existem hoje cerca de 4.500 fábricas têxteis em Bangladesh, que elaboram produtos para marcas ocidentais. Segundo os sindicatos locais, centenas dessas fábricas deverão fechar por tempo indeterminado diante do crescente descontentamento dos trabalhadores com as condições de trabalho.

Bangladesh é o segundo produtor de roupas do mundo graças aos baixos salários e à abundante mão de obra. Este setor chave da economia, que gera 29 bilhões de dólares por ano, representou no ano passado 80% das exportações do país.

Fonte: Portal R7

 

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