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Incêndio atinge fábrica de colchões em Salvador

Caso ocorreu na manhã desta terça-feira (19), no bairro de Valéria. Não há registro de vítimas.

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma fábrica da Ortobom localizada na rua Eurico Temporal, no bairro de Valéria, por volta das 6h desta terça-feira (19), em Salvador. Não há registro de feridos.

Há muitas casas na região e o incêndio na fábrica de colchões preocupou os moradores. As pessoas que residem próximo ao local do incêndio deixaram seus imóveis, como foi o caso do vendedor, Gustavo dos Santos Barbosa. A casa dele fica ao lado da fábrica.

“A vizinhança chamou a gente [a família dele]. Todos os moradores saíram da rua, o calor estava imenso. Os bombeiros orientaram que a gente saísse. A gente acordou com essa confusão, só saímos com a roupa do corpo”, relata Gustavo.

Por meio de nota, a assessoria da fábrica de colchões informou que há um plano de recuperação da unidade e que a produção da região será atendida pelas demais fábricas licenciadas pela Ortobom. São 12 unidades no total. Disse ainda, que os vizinhos da fábrica vão receber orientações e apoio da empresa.

A fumaça que se formou na fábrica por conta da queima do material foi densa e se espalhou rapidamente. Ela pôde ser vista de outros bairros da capital baiana, como o de Cajazeiras, por exemplo.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foram encaminhadas ao local e atuaram no combate as chamas. Carros-pipas também foram solicitados na região.

Bombeiros precisaram derrubar parte de muro da fábrica para que as equipes pudessem entrar em uma área do local em Salvador — Foto: Phael Fernandes/G1

Inicialmente, os bombeiros precisaram abrir um buraco em uma das paredes da fábrica e assim, criar um acesso para a mangueira de água. Em seguida, eles derrubaram parte de um muro para que as equipes pudessem entrar em uma área da fábrica.

“Nos temos duas frentes de trabalho. Uma na parte da frente e outra na parte de trás. O que deveria ser queimado, já queimou. Tem um galpão que está totalmente protegido. Tem bastante espuma e material”, explicou capitão Leandro, do Corpo de Bombeiros.

O bombeiro disse também que há um galpão da fábrica que não pegou fogo e que as equipes estão monitorando a área para que as chamas não cheguem ao espaço. “Após esse galpão, há também duas reservas de TDI [substância química que é matéria-prima para o mercado de espumas]. Então temos que salvar o galpão que ainda não queimou e fazer com que as chamas não cheguem ao local onde o TDI está armazenado”, contou.

Os bombeiros esclarecem que o produto TDI fica guardado em um ambiente fechado e ele pode explodir caso haja aumento da pressão.

As causas do incêndio não foram informadas pelo Corpo de Bombeiros, mas conforme relatos de funcionários da fábrica, as chamas começaram em uma área onde são produzidos blocos de espuma. Os funcionários relataram, ainda, que a área onde o fogo começou possui muitas máquinas.

“Quem trabalha de madrugada, trabalha bordando os materiais. O incêndio começou na área de resfriamento de bloco [de espuma], que fica no meio da fábrica. A brigada da fábrica tentou apagar o fogo, mas se alastrou rápido. Não há ninguém ferido, todo mundo evacuou a área. O expediente de madrugada acaba 6h. O pessoal estava saindo quando começou o fogo”, explicou Paulo César, funcionário da empresa.

O Corpo de Bombeiros reiterou que os brigadistas da fábrica iniciaram o combate ao fogo mas, por conter muito material inflamável, as chamas se propagaram muito rápido.

O diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Sosthenes Macedo, está no local. De acordo com ele, o órgão municipal pede a evacuação dos moradores da região e cerca de 20 casas já foram desocupadas. Dos 20 imóveis, cinco foram atingidos pelo fogo, mas não há detalhes do que foi destruído. Nesse caso, também não há registro de feridos.

“Foram evacuadas residências que estão em risco, próximo a fábrica. Não tem como fazer avaliação precisa, porque avaliação só após liberação dos bombeiros. A gente orienta que as famílias procurem abrigo na casa de familiares, vizinhos e que, caso não exista essa possibilidade, que procure assistência social da Codesal para ter assistência”, explicou Macedo.

Moradores que permanecem nas proximidades da fábrica relataram ter escutado barulhos de dentro da fábrica, como se algumas estruturas estivessem desabando na parte interna do imóvel.

“Foram várias explosões fortes. Eu mandei meu marido pegar logo a carreta, que costuma ficar colada no muro da fábrica. Eu fiquei desesperada. Os funcionários da fábrica pediram para gente deixar a casa, não ficar próximo. Pediram para gente ir pra casa de parentes por conta do perigo”, relatou Regina Machado, mulher que mora atrás da fábrica.

O bairro de Valéria é próximo a BR-324 e quem passa pela rodovia consegue ver a fumaça. O trânsito na BR ficou congestionado pois além das chamas chamarem a atenção dos motoristas, que reduziam a velocidade para ver a situação, os veículos estavam impossibilitados de acessar região próxima a área do incêndio.

Bombeiros de Salvador fizeram buraco em um dos muros da fábrica para criar acesso para a mangueira de água — Foto: Phael Fernandes/G1
Rua onde fica a fábrica que pegou fogo em Salvador — Foto: Phael Fernandes/G1
Fumaça do incêndio na fábrica de colchões pode ser vista do bairro de Cajazeiras, em Salvador — Foto: Mateus Massena/TV Bahia

Fonte: G1 Globo

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