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IPT vai mapear áreas de risco no Porto de Santos e cidades vizinhas

Instituto foi contratado pela Prefeitura e pela Codesp após incêndio nos tanques da Ultracargo

Incêndio na Ultracargo despertou preocupação das autoridades

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo começou um estudo de análise de riscos para o Porto de Santos e cidades localizadas no entorno. O trabalho foi iniciado após o incêndio nos tanques da Ultracargo, na Alemoa, por encomenda da Prefeitura da Cidade e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do cais.

De acordo com o pesquisador Marcos Giorgino Blanco, do IPT, o objetivo do estudo é identificar os pontos mais críticos localizados dentro e fora do Porto. São áreas que possuem armazenamento de produtos químicos, por exemplo, e que em caso de ocorrer algum sinistro, pode resultar em consequências àqueles que trabalham ou vivem por ali. “A intenção é mapear os riscos para estarmos preparados para qualquer eventualidade”.

Além disso, o pesquisador explica que o estudo, inédito no país, tem como objetivo ainda elencar todos os recursos de emergenciais disponíveis pelas entidades públicas e particulares. “Esses dados são importantes para saber a quem recorrer em determinados eventos. Onde está a espuma? Ou quem tem um caminhão bomba com determinado recurso?”.

A expectativa é de que o estudo seja entregue ainda este ano e esteja disponível aos interlocutores responsáveis pela segurança contra emergências em Santos e região. De acordo com o representante do IPT, pela primeira vez, informações necessárias para reunir recursos e ordenar planos de contenção serão reunidos em um só documento.

Apuração

Mais cedo, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia  do Estado de São Paulo (Crea), Francisco Kurimori, informou que abriu inquérito para apurar a responsabilidade de engenheiros e profissionais da área no incêndio ocorrido no terminal da Ultracargo, na Alemoa. O sinistro destruiu seis tanques da empresa e foi considerado o maior em região industrial em todo o Brasil.

Além disso, houve a confirmação de que funcionários da Ultracargo realizavam operações na área de transferência de combustíveis da empresa quando houve o início do incêndio. A informação é do coordenador operacional do Corpo de Bombeiros de São Paulo, coronel Cássio Roberto Armani, que participa de um seminário em Santos, com agentes e interlocutora envolvidos no caso, para discutir causas e consequências do sinistro. Segundo ele, a empresa não tinha recursos suficientes para conter um incidente como o que ocorreu.

O seminário que discute as causas e consequências do incêndio na Ultracargo ocorre na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos, no Boqueirão. A programação, que se prolonga até a noite desta quarta-feira (20), inclui ciclos de palestras e debates envolvendo agentes públicos e da iniciativa privada. Não há a confirmação de que representantes da Ultracargo falarão no evento.

Comissão em Cubatão

Há uma semana, na Comissão Especial de Vereadores (CEV) de Cubatão, formada para apurar responsabilidades do incêndio o gerente Fernando Coutinho, da Ultracargo, admitiu a existência de um vazamento de combustíveis ocorrido 10 dias antes do sinistro, mas não relacionou os casos. Além disso, ele afirmou que o fogo Haia começado na área de transferência, como dito pelos bombeiros na manhã desta quarta-feira, mas não informou se a empresa realizava operações na área.

Incêndio

Ao todo, foram mais de 197 horas de incêndio, que começou por volta das 10 horas do dia 2 de abril. O episódio foi considerado o maior em região industrial do País e o segundo maior do gênero da história mundial, em volume de pessoal empregado, combatido por bombeiros – 118 homens, ante 180 em decorrência de 2005, na Inglaterra.

Corpo de Bombeiros, Prefeitura, Defesa Civil, Marinha, Exército e Aeronáutica concentraram suas ações para apagar as imensas chamas vistas de várias cidades da Baixada Santista.

O incêndio, além de provocar a morte de cerca de 10 toneladas de peixes, sendo 3 toneladas só em Cubatão, também afetou o tráfego de caminhões, a atracação de navios no Porto de Santos e mudou a rotina de moradores da região.

Fonte: A Tribuna

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